As caras novas no SPFW

Nessa temporada de verão quatro marcas estrearam no SPFW e mostraram a cara de uma geração que está muito mais preocupada em fazer uma moda usável do que conceitual, mesmo em seus fashion shows. Dentro de seus estilos pessoais, cada estilista produziu uma coleção que traduzia bem sua expressão e que chegará diretamente ao seu consumidor, sem alterações. Uma moda mais fresca e atual, que pode ajudar muito o mercado brasileiro.

Giuliana Romanno 

A marca se inspirou na arquitetura de Paraty, cidade carioca, e trouxe uma coleção fluida, urbana e sensual. Roupas soltas no corpo, decotes, fendas e, principalmente, tecidos com muita textura marcaram o desfile. Construções manuais como tressês de seda e telas de paetê chamaram muita atenção, junto aos tecidos metalizados que estão em quase todas os desfiles dessa estação. O resutado foi uma coleção sofisticada, moderna e muito bem acabada, que agradou o público e a crítica.

A designer que já é conhecida pelo bom acabamento de suas peças com certeza se firmou no mercado depois dessa apresentação. Uma alfaiataria com modelagem atemporal que representa muito bem o espírito da mulher cosmopolita de hoje. A grife criada e 2006 trabalha também, além do vestuário, com acessórios, moda praia e lingerie.

Lilly Sarti

A marca das irmãs Lilly e Renata trouxe como tema o Ano Chinês do Cavalo e o faroeste, traduzidos em uma roupa jovem, com muita originalidade e energia. O bom uso de elementos marcantes como a calça boca de sino, muita transparência e saias godê amplas revelaram o bom gosto e força de Lilly, a irmã estilista da marca.

A seda e o algodão texturizado dominaram as peças junto ao jeans apresentado nas calças com muito bordado, franja e pespontos aparentes, tudo fazendo referência aos índios norte-americanos da época de 70. Outra coisa que chamou bastante atenção no desfile foi a trilha sonora, que surgiu da segunda parceria entre as irmãs e o músico Luis Fiod. Não achei o nome da música, mas dá pra assistir o desfile e escutar a trilha aqui!

Lolitta 

Lolitta é uma marca profundamente ligada ao tricô elaborado. Desde 2008 a label circula no mercado de luxo com vestidos desse material, sempre marcantes, sensuais e que valorizam muito a silhueta feminina, mas também tem uma linha de alfaiataria onde aparecem muito a seda e o couro.

Para o desfile da SPFW, Lolita – a estilista – se inspirou no México ❤ e produziu uma coleção inteira composta apenas de vestidos de tricô, tanto artesanais quanto criados em jacquards (maquina). O resultado foi exuberante, cheio de cores fortes, com uma modelagem extremamente sensual seja nos vestidos curtos, mídi, longos, acinturados, evasê ou rodados. Também com muitos babados e bordados, uma verdadeira festa para os olhos.

Wagner Kallieno

Ê, um estilista da terrinha! Hahaha. Moro em Natal, de onde posso dizer com orgulho que esse outro potiguar também veio. Alguns anos atrás eu trabalhava como modelo e Wagner era “apenas” um maquiador que fazia alguns cursos de moda no senac, ver onde ele chegou é muito bom!

Seu desfile teve como tema a Cidade do Sol (aqui haha), e toda essa energia do Astro Rei foi traduzida nos tecidos: organza, seda e linho, somados a bordados desenvolvidos em parceria com as rendeiras do interior do estado (que já foram foco de muitos outros estilista também). Wagner, que tem como carro chefe de sua marca vestidos de festa, apresentou um desfile cheio de de mídis e longos, com silhuetas muito bem ajustadas e uma sofisticação nata do estilista, que está há 10 anos no mercado.

Eai, vocês já conheciam esses estilistas? (:

Falando de consumo

Pequeno devaneio iniciado pela chegada da Forever21 no nosso Brazuca. Na boa, brasileiro tem muitas qualidades, mas ser bom comprador não é uma delas né?

Na última semana, como duvido que alguém ainda não saiba, a famigerada loja de departamento Forever21 abriu suas portas em SP e logo abrirá também no Rio e em algumas outras capitais. Pessoas surtando por cada blusa de R$8,90 anunciada pela assessoria da marca e fazendo filas de espera de até 5 horas para entrar na loja como se fosse o último show de Perl Jam na vida, lotaram cada buraco da internet com notícias/fotos/perguntas sobre a chegada da fast fashion gringa.

Tudo bem vai, quem gosta de moda sabe que essa marca costuma acertar nas tendências e tem um estilo bem diferente do que estamos acostumados aqui nas terras tupiniquins, mas o que causou todo esse frenesi foram mesmo os preços. Contra todas as possibilidades e taxas de importação absurdas cobradas por aqui, a faixa de preços se manteve quase que equivalente a dos EUA. (algo errado ai hein..)

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Olhando as milhões de fotos da inauguração, vi algumas vezes esse painel de led que ficava entre algumas prateleiras. “A vida é muito curta, apenas compre isso” (e um não “não pense” subentendido no final). Apesar me sentir idiota ao admitir isso, acho que se tivesse com uma sainha de 20 reais na mão e na dúvida se realmente a queria ou precisaria dela e lê-se esse letreiro, acabaria levando. Afinal, são só 20 reais, você não precisa pensar tanto pra gastar isso, não é? Não, precisa.

O brasileiro nunca teve um grande poder de compra, mesmo que isso venha evoluindo com o passar do tempo. Eu, como jovem comum de classe média, não penso em comprar uma roupa que se estrague logo na primeiras lavagens. Nem em lojas como Renner, Riachuelo e C&A. Afinal de contas, mesmo sendo lojas de departamento, os preços delas ainda não são assim tão baixos, pelo menos para o meu salário mínimo e de muita gente. Eis que chega essa nova gringa que, diferente da Zara quando desembarcou, veio com preços abatedores. E sabemos que uma concorrência forte é a melhor maneira de se manter a oferta de baixos preços no mercado.

Tudo me parecia formar um quadro muito bom. Quem sabe agora não param de nos vender vestidinhos de tecido artificial por preços nada condizentes com o nome “fast fashion”. Mas para ai e pensa, como administrar bem essa mudança? Claro que a chegada de cerca de uma dezena de Forever21’s no país não vão causar um impacto assim tão grande no mercado, mas a vinda desse tipo de loja é uma tendência mais que esperada, então acho que vale a pena a reflexão para um futuro próximo:

Brasileiro não pensa antes de comprar, brasileiro não é fiel a marcas, brasileiro é o estrangeiro que mais consome nos EUA. É estatística. Porém, única e exclusivamente por essa falta de opções baratas e de um maior poder de compra, tnks god, ainda estamos longe de ser consumistas como os americanos. A grande maioria de nós não sabe – porque não fomos ensinados – lidar emocionalmente com o prazer da compra, assim acabamos não pensando muito na hora de faze-la. Se tivermos, a partir de agora, fast fashions cada vez mais baratos espalhados por ai, você gastaria a mesma quantidade de dinheiro que antes para comprar uma quantidade ainda maior de roupas?

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Umas das grandes falhas na nossa educação, pra mim, é como ela é incompleta. Não temos aulas de economia básica, nem de consumo, nem de sustentabilidade. Crescemos brasileirinhos que não sabem o que fazer com o próprio dinheiro e só conseguem pensar na poupança quando se fala na aplicação dele, que compram qualquer porcaria por um preço absurdo, com pouquíssimo conhecimento sobre sustentatbilidade (que tudo tem a ver com consumo consciente) e sem muita noção de nossos direitos básicos como consumidores.

O que não falta por aqui é gente que não poderia dar muito mais que 20 reais em um vestido, mas não eram essas pessoas que estavam nas filas intermináveis da Forever21 paulista, nem são essas elas que viajam para o exterior e trazem quilos e quilos de roupas de 5 dólares e mil muambas mais (fica a dica do programa Além da Conta, que mostra os brasileiros loucos comprando desenfreados nos EUA). Essas pessoas poderiam comprar menos para comprar melhor, poderiam valorizar mais os materiais usados, as empresas têxteis que trabalham de forma limpa e, principallmente, a criação e mão de obra usadas na fabricação dessas roupas – o que é um absurdo a população ainda não ter aberto os olhos para, uma vez que denúncias de trabalho escravo explodem a toda hora por aqui.

Infelizmente ao invés de comprar uma peça com verdadeiro valor social, artístico e material (justa e inevitavelmente mais cara), a grande maioria prefere comprar toda semana algo baratinho. Não que fast fashion seja a pior invenção da humanidade, a popularização de peças, das tendêndias, a diversificação de públicos na moda é ótimo! Mas se você pode, por que não deixar de comprar aquelas três peças na Renner pra comprar uma em uma loja com roupas mais bem desenvolvidas? Ou então, por que não misturar mais os dois tipo de roupa, fazer a chamada combinação high-low? Tenha um consumo mais consciente!

No nosso mercado com tantos preços abusivos por peças ruins, um ruim barato parece uma boa opção, mas pense melhor. Se você pode, gaste um pouco mais em uma roupa com mais significação. Um armário com menos pode ser um baita mais. Lembre que por trás daquele preço na etiqueta tem o salário de alguém, tem a maneira que foram tratados os resíduos que a industria têxtil (uma das mais poluentes no mundo) liberou para aquela fabricação, tem a originalidade da peça, o conceito bem desenvolvido ou não. Pense que a rede fast fashion é nada mais que o fast food da moda, você não quer passar o resto da vida comendo só Mc Donalds, não é?

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#FÓS_005: This love has got no ceiling

paque_lage_01Comes the morning
When I can feel
That there’s nothing left to be concealed
Moving on a scene surreal
No, my heart will never be far from hereparque_lage_02Sure as I am breathing
Sure as I’m sad
I’ll keep this wisdom in my flesh
I leave here believing more than I had
And there’s a reason I’ll be back parque_lage_03As I walk the hemisphere
I got my wish to up and disappear
I’ve been wounded, I’ve been healed
Now for landing I’ve been clearedparque_lage_04Sure as I am breathing
Sure as I’m sad
I’ll keep this wisdom in my flesh
I leave here believing more than I had
This love has got no ceiling

Rapunzel, corte suas tranças

laranjas

– Eu realmente acho que no mundo existe aquela única pessoa, especial, sabe? A que chamam de amor da vida, insubstituível.
Olhei pra baixo e comi mais um sushi. Não entendo como peixe cru com arroz gelado faz tanto sucesso, mas entendo menos ainda como alguém pode pensar assim.
Reparo no silêncio e levanto meus olhos, esbarro em outro par me fitando com um misto de confusão e indignação.
– Você não acha? Acha que é tudo a mesma merda?
– Não, penso justamente o contrário. Sempre vai haver mais de um “alguém especial”, você só precisa encontrar.
– Isso tudo é porque não fomos no restaurante mexicano?
Na dúvida se a conversa continuava no campo geral ou estava progredindo para se tornar algo pessoal, achei que a melhor resposta era pedir um mate. Nossa, tudo que eu precisava era um mate de limão depois de um dia escaldante – e sufocante – na praia.
O Leblon está cada dia mais lotado. Lotado de gente de todo tipo. Como alguém que vê isso, esse mar de pessoas novas todo dia, pode pensar que só há uma metade da laranja em todo mundo afora? Só uma pessoa que te “complete”? Quero dizer, existem bilhões de seres humanos no planeta. Bilhões mesmo.
– Acho que você ainda vai mudar de idéia.
– Espero que sim. Acho que aconteceu de eu mudar algumas vezes na verdade.
– Ou não.
– Talvez.
É, meu pessimismo não me deixaria colocar muita fé nos resultados de uma loteria com bilhões de possibilidades, mas com certeza não me impediria de apostar. Quem foi mesmo que me disse que eu sou uma garota de sorte?

Alta-costura: a história de uma revolução na moda

Na última quinta-feira (23.01) se encerou a Semana de Alta-Costura Verão 2014, em Paris. Aquela série de desfiles com roupas mais caras que um carro, de tecidos mais luxuosos que você provavelmente poderia imaginar e com produções tão exuberantes que nos fazem esquecer por um segundinho da nossa realidade fast-fashion-prêt-à-porter.

Hoje estes desfiles servem como uma narrativa de todo o caminho que a marca referente a ele percorreu na temporada (e em toda sua história, por que não?); inspirações, influências, tipos de modelagem, aviações, cores… Mas eles não foram sempre assim, esse show todo a parte. Os desfiles de alta-costura nasceram de uma grande mudança na história da moda, quando ela começou a se popularizar e industrializar, e fazeram parte de uma proposta totalmente inovadora.

No final do século XIX com o grande desenvolvimento/impulso do comércio a riqueza de alguém já não era mais medida apenas por suas terras. Emergiu uma nova burguesia e assim, entre outras mudanças na sociedade, a moda deixou de ser algo exclusivo da alta classe (quem lembra dessa aula na escola? haha). O sistema de moda que até então era baseado em costureiras “avulsas” que apenas executavam com modestas técnicas pedidos de encomenda foi elevado a outro patamar tanto de qualidade quanto de criação, e assim surgiu a alta-costura (roupas de alta qualidade, exclusivas e feitas à mão). O maior responsável por essa guinada foi o estilista britânico Charles Frederick Worth. Como?

A imperatriz francesa Eugéne que era uma das mais fieis clientes de Worth retratada em um de seus vestidos, o de laços azuis.

A imperatriz francesa Eugéne, que era uma das mais fieis clientes de Worth, retratada em um de seus vestidos. O de laços azuis. (Franz Xavier Winthehalter, 1855)

Worth foi além dos artesãos de seu tempo: definiu o trabalho que antes era visto como algo “doméstico” como sendo uma arte, assim assumindo a prerrogativa de que teria controle total de suas peças. Abriu então seu primeiro ateliê: foi um momento super importante na história da moda, quando as mulheres deixaram de impor exigências dentro de suas próprias casas para irem às ruas escolherem entre peças já prontas.

Nessa onda surgiram as primeiras peças pilotos (aquelas usadas de modelo original para reprodução em grande escala), foi o começo das etiquetas e também quando se deu início ao uso de manequins vivos, exibições que foram o precedente do que hoje são os desfiles. Se você parar pra pensar, tudo isso junto é um grande esboço do que é a alta-costura atualmente. Outra grande conquista de Worth: por sua iniciativa foi criado o primeiro Sindicato de Costura e, mais à frente, o Sindicato de Alta-Costura Parisience, órgão de extrema relevância até hoje.

Foi quase como se ele visse como a moda estava sendo tratada meio que sem seriedade ou uma espécie de profissionalismo, conseguisse ver seu potencial econômico e decidisse “vou colocar ordem nesta joça” haha. Outra coisa que ajudou a moda a se firmar melhor de fato como um forte segmento do comércio foi o advento da fotografia e o crescimento do jornalismo social, ambos ajudando a disseminar o refinamento da moda nas classes mais altas e seus equivalentes da classe média.

Frederick foi o estilista mais requisitado do mundo por anos, mesmo por pessoas de fora da Europa; famosas atrizes americanas e quais queres mulheres com dinheiro de lugares longinquos (principalmente para a época) atravessam mares e estradas para ter alguns de suas famosas criações. Ele seguiu aliando a produção de roupas sob medida ao uso de peças-padrão, característica da nascente industria de confecção de roupas prontas, até sua morte em 1895, quando seus dois filhos assumiram a grife.

Atualmente se estima que hajam cerca de apenas duas mil consumidoras de alta-costura no mundo inteiro, grande maioria da Rússia, China e Oriente Médio. Esse dado se justifica pelos preços surreais: as peças de roupas mais “baratas” (sempre da parte “dia” das coleções) custam custar a partir de R$ 30 mil, os vestidos de noite então atingem preços verdadeiramente estratosféricos. As roupas chegam a levar 700 horas para serem feitas, e por cerca de 20 artesãos.

Tudo na alta-costura tem um gasto tão grande e envolve tanta mão de obra que muitas vezes a label chega até a perder dinheiro com suas criações, porém isso é compensado com todo o marketing que ter uma coleção desse nível traz, que reflete nas vendas do segmento prêt-à-porter da mesma. Ainda assim, mulheres de todo o mundo (tipo eu) que vivem há ano luz dessa realidade, não deixam de admirar e desejar essas verdadeiras obras-primas.

Meus favorios das coleções que assisti nesse alto verão (é só clicar na imagem pra acessar a galeria e meus comentários super profissionais hahah):

Livros que não li de filmes que vi

[voltei!!]

filmeslivros

Recentemente a Darkside Books lançou uma edição linda de Psicose, história que Hitchcock usou de base para fazer a adaptação para o cinema. Assim que a vi parei pra pensar COMO nunca tinha lido aquele livro que deu origem a um dos meus filmes favoritos e ai me toquei de quantos filmes bons assisti mas nunca li o livro que foi usado de inspiração para o roteiro. Decidi então fazer minha primeira lista do ano: “livros que não li e geragam filmes que vi, para acabar em 2014”. [quem não ama listas? haha] Então, meus escolhidos foram:

Psicose * Esse é o que estou mais ansiosa pra ler; Hitchcock é meu diretor favorito e Psicose foi o primeiro filme dele que vi! Também foi um dos primeiros filmes realmente bons que assisti, quando ainda estava começando a descobrir cinema, e isso me fez adorar ainda mais essa história. Tenho certeza que também vou gostar muito do livro do Robert Bloch, como adoro qualquer coisa relacionada ao filme.

O iluminado * Um dos meus filmes favoritos de suspense e dirigido por outro cara que acho demaaais: Stanley Kubrick. O livro que originou o filme é do Sthephan King, e esse é o único motivo que não o li até agora. Na verdade nunca li nada dele, mas sempre tive a impressão de que iria achar seus livros meio  parecidos com os de uma coleção que lia quando tinha uns 14 anos, chamada Rua do Medo, então os ignorei simplesmente por não querer “””retroceder””” pra uma literatura mais infantil. Mas ok, vou deixar meu preconceito de lado por esse livro.

Laranja mecânica * Se tem um tipo de literatura que eu amo são as distopias! Também já vi muita gente falando bem desse livro, ao que parece sou a única pessoa no mundo que ainda não o leu. Outra obra cinematograficamente adaptada pelo Kubrick, o livro original é de Anthony Burgess e foi lançados no início dos anos 60, o que pra mim faz ele ser mais incrível ainda já que fala de uma sociedade à frente de seu tempo.

Clube da luta * Apesar de amar o filme (dirigido por David Fincher), não estou tão ansiosa para ler esse livro quanto gostaria. A história original é do Chuck Palahniuk, que é super posto em alta por todos, mas que eu tenho trauma por causa do único livro que li dele, “Condenada”. Achei tão ruim que fiquei com raiva de ter perdido meu tempo terminando a leitura. A única explicação que vejo para isso é: escolhi o pior livro do cara para começar a conhece-lo. Espero mudar minha opinião sobre o autor, até porque adoro essa história.

O poderoso chefão * Fala sério, uma das trilogias mais fodas de todos os tempos né? Geralmente detesto sequências, mas a da família Corleon conquista qualquer um  na minha opinião. Filme do Coppola, outro amorzinho meu, e livro do Mario Puzo. Acho que vou gostar de ler essa novela mas preferir o filme.

Precisamos falar sobre kevin * Amo esse filme, amo a interpretação dos atores (com Tilda Swinton e Ezra Miller), as cores usadas, a fotografia, tudo! Tenho a impressão que vou gostar tanto do livro do Lionel Shriver quanto gostei do filme, dirigido por Lynne Ramsay.

Um estranho no ninho * Faz algum tempo que assisti esse, mas ele foi bem marcante. Foi o primeiro filme que vi com o Jack Nicholson e já ai parei e pensei “ca-ce-te que puta ator”. Acho que a história deve ser ainda melhor lida do que vista no cinema. O filme tem direção de Milos Forman e o livro é da autoria de Ken Kesey.

Virgens suicidas * Não me canso de ver as irmãs loiras repetidas vezes quando estou sem disposição pra escolher um filme novo, acho que ele é muito sensível e trata de coisas pesadas de uma maneira extremamente suave. Apesar de achar que vou gostar mais do filme da Sophia Coppola nesse caso (principalmente pela fotografia e trilha sonora do Air), acho que também vou curtir o livro, que é do Jeffrey Eugenides.

O escafandro e a borboleta * Outro filme que me conquistou pela sensibilidade e pela fotografia. Assisti em meados de 2008 e desde então se alguém me perguntasse qual filme me fez sentir melhor o que o personagem sentia, seria esse. Achei a atuação de Mathieu Amalric tocante de verdade. A direção é de Julian Schnabel e o livro (biografia) que eu espero gostar tanto quanto é de um jornalista chamado Jean-Dominique Bauby.

Garota interrompida * Li um capítulo desse livro em uma livraria e achei idêntico à cena do filme nos mínimos detalhes,  isso na verdade me fez repensar um pouco essa escolha já que não sei se a leitura vai realmente trazer algo novo.. Masss gosto bastante do filme e decidi deixar o livro aqui na lista, até porque é bem pequeno. O filme tem direção de James Mangold e o livro foi escrito por Susanna Kaysen.

Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios * Não gostei muito desse filme quando vi, mas assisti em uma qualidade super baixa e num dia péssimo, acho que isso influenciou. Adoro esse título e mesmo que não tenha gostado tanto do filme (ou não tenha prestado atenção nele direito, não sei) lembro de pensar que a história ficaria bem melhor em um livro. Diretores: Beto Brant e Renato Ciasca / Autor e roteirista: Marçal Aquino.

Romeu e Julieta * Ok que isso na verdade é uma peça e eu nunca a assisti, mas já vi tanto o R&J antigo dos anos 60’s quanto aquela parodia mais atual com Leonardo DiCaprio (amo esse filme) e ainda não tinha lido a peça. Esse foi o único da lista que li até agora.